Tempos de Escuridão

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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Os Assassinos, de Ernest Hemingway - CONTÊM SPOILER




Olá Pessoal,

Hoje vou falar sobre um conto que li para a faculdade. Se chama Os Assassinos, de Ernest Hemingway. Confiram:


Conto 2 - Os Assassinos, de Enest Hemingway.

Conhecido pelo talento narrativo e conciso, Ernest Hemingway faz do conto Os Assassinos, uma obra-prima do conto moderno.
De narrador onisciente neutro, a história começa a ser contada em uma noite fria, de uma cidade não citada, em um bar chamado de "do Henry". É nesta noite, que teria sido fatídica, que dois assassinos contratados por um certo "amigo", fazem para ele o "favor" de eliminar Ole Anderson, um antigo boxeador.
O nó não é citado de forma explicita, sendo possível identifica-lo como algo que o Sr. Ole Anderson viveu em seu passado e tem fugido durante todo o tempo de sua vida.
O clímax é marcado pelo ponto em que os assassinos se revelam ao grupo, mantendo-os como refém durante aproximadamente uma hora.

Concluindo, o alvo não aparece e os personagens são libertos pelos assassinos. Sabendo que é caçado, Ole Anderson espera deitado o fim da vida de forma passível e submissa. A maioria dos personagens são planos, com exceção dos assassinos, que mostram um lado psicológico mais complexo e denso, de piadas(sarcasmo) a grosseria. O ambiente sugere tensão, sofrida pela contagem de tempo e a espera que o alvo atravesse a porta de entrada do restaurante, já a ambientação é focada em sua maioria no restaurante, que antes era um botequim, "do Henry", tendo apenas um desvio na ocasião que o lugar gira em torno da hospedaria em que se encontra o boxeador Ole Anderson.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

TEORIA DA LITERATURA - Gêneros Narrativos e seus Operadores



Olá Pessoal, vamos continuar as postagens de Teoria da Literatura.

Os elementos da Narrativa são: Enredo, nó, climax, desfecho, personagens, autor, narrador, foco narrativo, espaço e tempo.

 * Enredo: 

É o conjunto de fatos que são narrados na história, que seguem uma de terminada estrutura. Expõe: desenvolvimento, complicação, climax e desfecho.

* Nó

Algum fato que interrompe o fluxo da situação inicial narrativa de modo que a criar um obstáculo que deverá ser enfrentado. Pode ser mais que um. Sem o nó, não tem conflito dramático. O nó é fundamental, já que dele nasce a hamartia (erro trágico)

* Climax

Ponto máximo de tensão do texto, é o momento em que o leitor já tendo acompanhado o desenrolar da trama, se pergunta como vai acabar.

* Desfecho

 Resolução do conflito dramático, momento em que uma das forças sai vitoriosa. Geralmente é o fim da narrativa.

* Verossimilhança.

É a verdade do texto, aquilo que é narrado não precisa ser verdadeiro, mas deve parecer verdadeiro. Herói, é um exemplo, normalmente não são pessoas normais, mas o escritor deve fazer com que o leitor acredite naquele mundo e que realmente existe a possibilidade daquele personagem. Exemplo: Harry Potter.

* Personagens

São os seres que viverão os fatos, quanto a sua participação no enredo varia, são exemplos:

                      * Protagonista: São os personagens principais, em torno dos quais gira o enredo.
                                    * Herói: Ulisses.
                                    * Anti - Herói: Dom Quixote
                                    * Herói - Trágico: Hamlet

                     * Antagonista: O vilão da história, aquele que cria o nó.
                     * Um ser vivo: Uma pessoa, ou um animal
                     * Um ser inanimado: Uma situação
                     * Secundário: Ocupam o segundo plano da história e desempenham os papeis menores, que dão suporte.

                    * Tipos de Personagens:
                               * Redondo: Personagens complexos, são os mais próximos de humanos de verdade, já que possuem densidade psicológica, sofrem alterações de comportamento. Ex: Otelo, de Shakespeare.
                               * Plano: Conhecido como personagens lineares, tendem a manter-se da mesma maneira durante todo o desenrolar da trama. Tem uma baixa densidade psicológica.

                               * Tipo: Plano Tipo é o personagem que possui um traço de caráter muito característico, seja ele moral, social e econômico, o que o identifica como participante de um grupo. Às vezes, sequer tem nome, são conhecidos apenas tipos que representam: Jornalista, padeiro,
                               * Caricato: Característica Excessivas.

                      * Descrição de personagens:
                                 * Direta: É aquele que define exatamente como é o personagem
                                 * Indireta: O narrador não deixa explicito as características do personagem. Apresenta de forma indireta as descrições.

* Autor, narrador e Foco narrativo. 

                      * Autor: Não é o narrador, mas a pessoa real que escreveu a obra. Às vezes, o autor tem como seu alterego, o narrador.
                      * Eu Lírico: É um termo usado para demonstrar o pensamento geral daquele que narra o texto.
                      *Narrador: É o elemento ficcional, criado pelo autor para narrar a história.

                               * Foco em terceira pessoa e primeira pessoa
                                                 * 3° pessoa
                                                         * Onisciente neutro: Fica fora da história, se preocupa em contar os fatos apenas. Observador
                                                         * Onisciente Intruso: Interfere na história narrada, comentando fatos e fazendo julgamento sobre as ações dos personagens.
                                                         * Onisciente seletivo: Há uma grande presença de discuso indireto - livre, os pensamentos saem da cabeça dos personagens, sem muito filtro.

                                                   * 1° pessoa
                                                          * Narrador protagonista: Narra na 1° pessoa do singular, fatos vivenciados por ele.
                                                         * Narrador testemunha: Não é o personagem principal, assim sendo, assume a primeira pessoa para narrar uma história protagonizada por outro, mas da qual ele teve participação.

                   * Foco narrativo:
                                                   * Tempo objetivo: É  marcado por horas, dias e anos dentro da narrativa.
                                                   * Tempo subjetivo: Personagem narra o que pode ter acontecido a anos, ou no mesmo momento que é narrado. Fica Subjetivo.

                  * Espaço: 
                                                   * Ambiente: Determina a situação dramática. Onde, o humor, a situação do local. Emocional em maioria.
                                                   * Ambientação: Caracterização do ambiente, lugar onde se passa a história. Pode ser Dissimulada, reflexa ou franca.
                                                                         *Dissimulada ou Obliquoa: Sugerida a partir das ações dos personagens. Não é narrado separadamente, mas como ações dos personagens
                                                                          * Franca: Feita pelo discurso do narrador heterodiegético ou de um narrador que não participa da narrativa.
                                                                           * Reflexa: Focalizada na localização do personagem, ele constrói o ambiente em que se passa a ação. É reflexo do universo do personagem.

É isso galera, espero que tenham gostado. Na próxima irei comentar sobre as Crônicas que prometi.

     

domingo, 26 de abril de 2015

Dicas de Roteiro




Olá pessoal!, depois de um tempão trouxe para vocês Dicas de Roteiro. Para quem deseja ou escreve romance é importante sempre estar de olho em dicas! 

Vamos a elas. 

Divida suas cenas em segmentos

Assim como o seu romance consiste de uma sequência de cenas que fluem juntas para contar a sua história, do mesmo modo fazem os filmes e programas de televisão.
Entretanto, como romancista, você arranja as suas cenas de forma muito diferente da que um roteirista ou diretor faz. Enquanto você pode ver cada uma de suas cenas como momentos encapsulados de tempo, integrados, um diretor de cinema vê cada cena como uma compilação de uma série de segmentos ou partes — uma coleção de tomadas de câmera que são posteriormente editadas e se encaixam para criar esse fluente "momento do tempo". Ao pensar em termos de segmentos na criação de cada cena, os escritores podem criar uma história visualmente poderosa e dinâmica.
Então, como os romancistas podem estruturar as cenas com técnica cinematográfica de uma forma que vá turbinar a sua escrita? Aqui estão seis passos que ajudarão você a estruturar o seu romance como se você fosse um cineasta:

1. Identifique os momentos-chave

Pense em sua cena e tente dividi-la em uma série de momentos-chave. Primeiro, você tem a tomada de abertura que estabelece a cena e o cenário. Daí, identifique alguns momentos-chave em que algo importante acontece, como uma complicação ou reviravolta, e então, anote-os.
Em seguida, escreva o momento-chave da cena — o "ponto alto" — que revela algo importante sobre o enredo ou os personagens. Isso deve acontecer bem no final, ou muito perto dele. Você pode ter um momento adicional a seguir, que é a reação ou a repercussão do ponto alto.

2. Leve em consideração o seu POV

Agora você tem uma lista de "tomadas de câmera". Pense em cada segmento de sua lista, então imagine onde a sua "câmera" precisa estar para filmar este segmento.
Lembre-se, você está no POV [ponto de vista] de um personagem — seja um narrador contando em primeira pessoa e vivenciando a história, ou um personagem em terceira pessoa nesse papel. Assim, considere onde esse personagem está fisicamente conforme ele vê e reage aos principais momentos que acontecem em sua cena. Agora você tem a sua "direção", para que você possa escrever esta cena dinamicamente. Aproxime-se para ver detalhes importantes. Afaste-se para mostrar uma perspectiva mais ampla e uma maior importância de um evento.

3. Adicione ruído de fundo

Considere quais sons são importantes nesta cena. Eles poderiam ser sons comuns que dão uma atmosfera ao cenário, mas também pense em algum som, ou dois, que você possa inserir na cena e que vá se destacar e aprofundar o sentido do seu personagem.
Sinos da igreja tocando poderiam fazer uma personagem lembrar do dia do seu casamento, no momento em que ela se dirige ao tribunal para registrar os papéis do divórcio. Pássaros cantando alegremente em uma árvore ao lado de um personagem de luto pode soar como zombaria, e aprofundar a dor.

4. Dê cor às suas cenas

As cores podem ser utilizadas para causar um efeito poderoso. Cores diferentes têm significado psicológico forte, e os cineastas costumam usar cores muito deliberadamente. Vermelho sugere poder; rosa, fraqueza. Você pode "tingir" suas cenas com cor e aumentar o poder visual. A cor também pode acrescentar simbolismo a um objeto, ou ser um elemento temático recorrente.
Quer saber mais? Um ótimo livro para ler é If It’s Purple, Someone’s Gonna Die [Se for roxo, alguém vai morrer], de Patti Bellantoni.

5. Pense em ângulos de câmera

O ângulo de uma "tomada" também tem poderoso efeito psicológico. Uma câmera baixa olhando acima para um personagem sugere que ele é importante, ou arrogante, ou poderoso, ou superior. Uma câmera alta olhando para baixo sugere que alguém é fraco, ou inferior, ou oprimido, ou sem importância.
Se o seu personagem está em uma cena com outros e se sente superior, você pode colocá-lo numa posição elevada ou ser visto de baixo para enfatizar isso. Uma mulher que está sendo demitida pode estar sentada numa cadeira, com o chefe de pé numa posição mais alta que ela. Estes pequenos toques acrescentam força visual.

6. Inclua texturas e detalhes

Considere acrescentar textura. Muitas vezes, os romancistas colocam seus personagens em ambientes chatos, sem dizer onde eles estão, que época do ano é, ou como o clima está. Nós existimos em um mundo físico, e os filmes mostram cenários e paisagens em grande detalhe.
Acrescente textura à sua cena infundindo-a com as condições climáticas e os detalhes sensuais da área circundante. A sensação do ar do final do outono, no meio da noite, em Vermont, enquanto dois personagens caminham por um parque, é a textura que o leitor vai "sentir", se você trazê-la à vida em sua cena.
Romancistas que pensam como cineastas podem criar histórias incrivelmente visuais que vão permanecer por muito tempo após a última página ser lida. Passe algum tempo usando o olho de um cineasta para levar as suas cenas para o próximo nível, dando-lhes aparência dinâmica e detalhes sensoriais, bem como deliberadamente colocando personagens, cores e sons em suas cenas para o efeito psicológico alvejado.
Se quisermos tocar os leitores emocionalmente com nossas histórias, a melhor maneira é trazer o nosso romance à vida através do uso de técnicas cinematográficas.
Espero que tenham gostado!  


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Descrição: Uma discussão sobre as descrições em livros!




Olá Pessoal! Hoje trago para vocês algo que considero muito legal, que é as formas distintas dos autores descreverem ações/personagens, enfim, tudo em seu livro.
Em minha aula de Produção Textual descobri que existem dois tipos de descrever, alguns descrevem de maneira mais objetiva e outros de subjetiva.
A maneira objetiva, é algo mais cru e direto, sem muitos detalhes. Pessoalmente não é a minha escrita favorita, gosto muito não só de descrições mais longas como também trabalhadas no emocional.
Por esta razão, minha descrição favorita é a subjetiva, onde os detalhes como cores e sentimentos entram na descrição também. Uma pessoa que faz muito disso é o escritor brasileiro Leonel Caldela, um livro dele traz tantas cenas, detalhes e emoções que muitas vezes você se cria raízes no livro. Poucas vezes isso acontece com outros títulos ou autores.
Para mim, uma boa descrição transforma o livro. Um  livro com mais diálogos que descrições me parece um pouco seco e sem vida, como se a história não precisasse contar aquilo.

Bom, para os que querem se aprimorar aconselho a ver vídeos sobre Produção Textual, pois além de ser bom para a melhoria de nossos livros é também excelente esclarecedor de dúvidas para os que pretendem fazer concursos, já que a Produção Textual é a mais pedida nas provas.

Espero que tenham gostado, Produção Textual é uma matéria super bacana, vale a pena se inteirar do assunto, na minha faculdade já acabou esta matéria, mas o que eu tiver de novidades sobre isso irei postando aqui.

Abraços.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Leitura para escritores: A Arte de Escrever de Schopenhauer





Olá pessoal, iniciei a leitura de A Arte de Escrever de Schopenhauer que eu vi a Tati Feltrin falando muito bem do livro e que era uma pedida para aspirantes a escritores. Como eu publiquei meu livro e estou escrevendo outro, decidi que melhoraria minha escrita cada vez mais e para isso estou me dedicando uma parte a livros que trabalham com isso. Também estou acompanhando o canal no youtube do Newton Rocha (Tio Nitro, do blog Tio Nitro Doidimais e Nitro Dungeons), lá ele dá dicas para escritores iniciantes. Bem bacana, vale apena conferir. 
Voltando ao livro, eu comprei pela Amazon por R$ 4,00 em formato digital. Eu li em uma tarde as 50 páginas do livro e estou achando bem bacana. O escritor cita algumas coisas sobre leitores, escritores, critica críticos anônimos (y) e mais algumas coisas que é preciso ler para compreender. Schopenhauer é um escritor um tanto sarcástico, ele também critica certos pontos que você deve ler de cabeça aberta, não pensar... "Ah, mas eu faço isso e não é bem assim..." e abandonar o livro. Deve pensar que ele não esta falando de forma generalizada, mas só sobre certo e certo momento, pessoa ou questão. 

Vale a pena ter.